quarta-feira, 6 de abril de 2011

Planejando o implanejado.

O que fazer se você ultimamente faz planos que não deveriam mais fazer parte de sua vida?
Se tem como reverter, mude-os.
Se lhe custa muitos dólares para mudar, fique com eles.
Mas, de qualquer forma, aproveite o que puder aproveitar.
Uma vez que tudo que acontece na vida é uma oportunidade esplendorosa, mas não única.
Então, o jeito é comprar as coisas, arrumar as malas e voar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Irresponsabilidade

Nunca provei de sabores dantes navegados.
Nunca fiz coisas que pensei em fazer, em sonhos loucos e sinestésicos.
Mas a pitada de vontade bateu de repente.
Loucamente.
Me joguei.
E tudo juntou com aquela atividade de extrema demência.
'Elouquência'.
Me perdi.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

clube de máscaras.

A garantia da razão, por muitas vezes encontra-se implícita. E nem toda ‘implicitude’ resulta numa resposta clara, objetiva e satisfatória. Segundo aquele velho ditado, nem tudo o que parece é, encaixa-se perfeitamente com bons e maus momentos de nossa vida. Logo, nunca pense que lê e entende demais, muito menos que lê e entende de menos. Nem sempre as coisas que se encontram escritas é o que querem dizer, ou o que você quer que seja dito. Espelhos quebram, espatifam, caem ao chão e criam o mundo que você costuma conhecer... o mundo das ilusões.

Coloque sua máscara mais decorada, e saia pelas ruas durante a vida, mas aproveite o carnaval como justificativa de querer não ser sendo. Talvez você sairá das entrelinhas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

espetáculo.

Abriram meus olhos.
Nada é mágica, apenas truque.

Seria truque tudo o que sentimos então?

Desconfianças de infinitas mentiras verdadeiras.
Passam-se como verdades enfeitadas de pó.

Enfeito o palco que montaram para mim.
Vivo, mesmo o cenário sendo precário e a plateia escassa.
Amo, mesmo sem ser em troca ou sem saber o quanto.
Sinto, mesmo imaginando sentir ou sentindo demais.

Sorrir quando não se tem mais a esperança de um sorriso.
Ou a espera de um perpuxar de ponta-lábios.

É porque detrás desse meu sorriso torto, mora meu sorriso sábio.
Aquele que saltita de alegria.
Aquele que adora sorrir.

Então, é neste palco no qual vou me apresentar.
E que ao final do espetáculo, não existam palmas.
Quero um sorriso, um jardim, uma nuvem, um sim.
Uma flor, um anjo, um amor.

Uma estrela.

Feche os olhos e imagine.

Liala Leão

sábado, 23 de outubro de 2010

fazer alguém feliz faz bem.

De repente, não mais que de repente, já dizia o poeta.
Entra, fala, e não se cala.
Não é a mesma pessoa, mas fala.
Abala.

Simpática, meiga, sincera.
Sofredora, viva.
Infeliz, precisa de amigos.
Estou aqui para ajudá-la.
Quer segurar minha mão, estranha?

Não tenha medo, a vida é assim,
e que Deus lhe dê em dobro tudo o que você me desejar.

O bem faz bem.
Então sorria, para reter o sorriso de alguém que não se pode ver.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

eu-lírico eu

Ouvi broncas e reclamações da vida.
Na verdade, a vida era um belo codinome para professor.
E ele me dizia: não é o poeta, é o eu-lírico.

Mas aí eu penso, paro e escrevo.
Vejo, escrevo, leio e sinto.
Quem sente sou eu!
Quem fala é o eu-lírico?

Pensemos com o silogismo aristotélico:
a poetiza escreve o que sente,
o eu-lírico mostra o que sente.
Logo, eu sou meu eu-lírico.

Fantasias à parte,
mas a vivência me leva ao surrealismo.
Palavras verdadeiras é meu mínimo de verdade,
meu sinal sincero,
minha primeira pessoa do singular,
m'eu'-lírico.
Eu.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ameixa.

Experimentei.
Experimentei de novo.

Primeira vez.
Primeira vez de novo.

Qual a sensação de se experimentar algo que não se conhece?
Hum, eu já provei o sabor de uma ameixa, a primeira que eu comi.
Tenra.
Doce.
Deliciosa.
Amável.
Ahh, perfeita a grosso modo virtual.

Qual a sensação de experimentar de novo a mesma fruta?
Estranha.
Nunca havia provado esse sabor diferente.
Semi-doce.
Casca azeda.
De um prazer pouco desenvolvido.
Embora continue dando prazer gustativo.

Com sorte, a primeira vez que eu experimentar a ameixa pela terceira vez, será inconfundível.
Porque terá o seu real sabor.
Com um toque de você.
E uma mistura selvagem de nós.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

passado e futuro não se misturam.

Aperto, aperta.
Esmaga o coração.

Que sentimento é esse que corrói a alma, mexe, revira e desalma?
Solidão.

O que fazer quando acorda, infinita sensação?
Desprende, revive e renova
eterna apegação.

Me larga, desapareça e amargue
Essa pobre insolução.

Passado não volta, amém!
Futuro não vem, ninguém!
É foda!
Essa mistura, droga, de amor com raiva, ódio e pavor.

Solta!
E mande para o inferno.

TEMPO-PASSA

Passa, tempo passa.

Ano novo, vida nova.
Ano velho, vida velha.
Ano novo, vida velha.

O que você fez para mudar sua vida de merda?
Fim do ano está aí, suas frases repetidas voltam.
Mas, se você repetir além das frases, a vida:
Desista!

Mude ou morra.
Ainda dá tempo de passar.

Espero que o fim chegue, para o início do começo.

Saudade:
Ímpar.
Para um par.
Distância:
Mar.
Para um par.
Paixão:
A mesma.
Para um par.
Desejo:
Recíproco.
Para um par.
Afeto:
Crescente.
Para um par.
A vida:
Única.
Para mim.

Apareça!